segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Atraso.

Impressionante como se torna evidente,
A lentidão do mundo, e a velocidade das horas,
Quando se tem pressa.
O tempo acelera conforme o passo aperta.

A.Mor.To

Formou-se um
Incansável amor.
Sem controle algum,
Peco sem dó.

Tua boca sem batom,
Com sorriso acanhado.
Olhar leve, sagaz.

És algo incompreensível...
Um veneno ameno,
Que nem mata, nem cura.
Permanece em mim, sem fim.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Omelete.

Quebrei nossa caixa de ovos.
Quebrei a cara...
Restaram tantas outras caixas.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Sem título III

Odeio a capacidade de alívio momentâneo.
Sinto a dor constante, enquanto puder.
Prefiro o incomodo, a ilusão de um fim.

Quero cessar definitivamente,
Ou suportar eternamente.
Não me interessa o pedaço.

O corte é minha dor.
O todo é meu desejo.
És tu o meu inteiro.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Quase amor.

Sem sentir, gostei.
Então senti e gostei mais uma vez.
Gostei mesmo sem ser.

Cativante apareceu com sua leveza...
Não é um livre arbítrio,
É na verdade um arbitrário livre.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

1 + 1 = 3

Inegável é o afeto.
Amor talvez perpétuo,
Dúvidas virão, decerto.

Vivo confuso e desconfio do eterno.
Se mal decifro o que sinto,
Desconsidero pensar, senão por mim.

Condutas tácitas se quebram,
Desvios oblíquos consertam,
Silêncio e olhares selam.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Sogima

Éramos três,
Viramos quatro,
Mas faltava a quinta.

Éramos quatro,
Falamos de vários,
Inclusive indigestos.

Éramos um bando,
Dividindo segredos,
Sem medo de sermos nós mesmos.

Agora sou um,
Com saudade do resto,
Dos rostos e dos gestos.